Com que satisfação, com que alegria

B Bocage
0 Altın Yaprak
Com que satisfação, com que alegria Vejo da minha Olinda as ternas letras! Retrato da innocencia, me affiguras O que por mim passou, extranho effeito De um coração sensivel, não manchado Ainda pela mão da iniquidade. Falla, não temas exprimir-te, Olinda, Que se culpavel fores de outrem aos olhos, Aos meus és innocente, e assim te julgo. Da inviolavel lei da Natureza A que sujeita estás, bem como tudo, Nascem, querida amiga, os teus transportes: Só provém d′ella, é ella que t′os causa; Ella os mitigará em tempo breve, Dando-te próvida um remedio activo. A triste educação, que ambas tivemos, Mais desenvolve os ternos sentimentos Dos que amar só procuram, e não podem Na solidão senão atormentar-se. Do recato das filhas temerosos Pensam os rudes paes, que em sopeal-as Alcançam extinguir o voraz fogo Que sopra a Natureza, e que ella atêa. Nescios, de amor lhe formam attentados, Que o coração desmente, e que não póde Saber justificar a razão mesma.

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Metnin kaynağı: Kamu malı arşiv

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