Só, incessante, um som de flauta chora, Viuva, gracil, na escuridão tranquilla, --Perdida voz que de entre as maís se exila, --Festões de som dissimulando a hora.…
Ao meu coração um peso de ferro Eu hei-de prender na volta do mar. Ao meu coração um peso de ferro... Lança-lo ao mar.…
Chorae arcadas Do víôloncello! Convulsionadas, Pontes aladas…
Do violoncelo! Convulsionadas, Pontes aladas De pesadelo...…
Ha no ambiente um murmurio de queixume, De desejos de amor, d'ais comprimidos... Uma ternura esparsa de balidos, Sente-se esmorecer como um perfume.…
Depois da lucta e depois da conquista Fiquei só! Fôra um acto anthipatico! Deserta a Ilha, e no lençol aquatico Tudo verde, verde,—a perder de vista.…
Depois das bodas de oiro, Da hora promettida, Não seí que mau agoiro Me ennoiteceu a vida...…
Desce em folhedos tenros a collina: —Em glaucos, frouxos tons adormecidos, Que saram, frescos, meus olhos ardidos, Nos quaes a chamma do furor declina...…
E eis quanto resta do idyllio acabado, —Primavera que durou um momento... Como vão longe as manhãs do convento! —Do alegre conventinho abandonado...…
De sob o cómoro quadrangular Da terra fresca que me ha-de inhumar, E depois de já muito ter chovido,…
Cancei-me de tentar o teu segrêdo: No teu olhar sem côr,--frio escalpello,-- O meu olhar quebrei, a debate-lo, Como a onda na crista d'um rochêdo.…
Esvelta surge! Vem das aguas, nua, Timonando uma concha alvinitente! Os rins flexiveis e o seio fremente... Morre-me a bocca por beijar a tua.…
Ó cores virtuaes que jazeis subterraneas, --Fulgurações azues, vermelhos de hemoptyse, Represados clarões, chromaticas vesanias--, No limbo onde esperaes a luz que vos baptise,…
Floriram por engano as rosas bravas No inverno: veio o vento desfolhal-as... Em que scismas, meu bem? Porque me callas As vozes com que ha pouco me enganavas?…
Dia de sol, inundado de sol!... Fulgiam nuas as espadas frias... Dia de sol, inundado de sol!...…
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