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Luís Vaz de Camões

313 şiir · 1524 — 1580 · Lizbon · Rönesans

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Portekizli şair. Lusíadas ile Portekiz dilinin ulusal destanını yazdı; soneleri de aynı ölçüde ünlüdür.

Luís Vaz de Camões şiirleri

Arama yardımı

A chaga que, Senhora, me fizestes, Não foi para curar-se em hum só dia; Porque crescendo vai com tal porfia, Que bem descobre o intento que tivestes.…

Acho-me da fortuna salteado; O tempo vai fugindo presuroso, Deixando-me da vida duvidoso, E cada instante mais desesperado.…

A D. Simão da Silveira, em resposta de outro seu, pelos mesmos consoantes, mandando-lhe perguntar quem fora o primeiro poeta que fizera sonetos…

A formosura desta fresca serra, E a sombra dos verdes castanheiros, O manso caminhar destes ribeiros, Donde toda a tristeza se desterra;…

Agora toma a espada, agora a pena, Estacio nosso, em ambas celebrado, Sendo, ou no salso mar de Marte amado, Ou n'água doce amante da Camena.…

Ah Fortuna cruel! ah duros Fados! Quão asinha em meu damno vos mudastes! Com os vossos cuidados me cansastes, E agora descansais co'os meus cuidados.…

Ah minha Dinamene! assi deixaste Quem nunca deixar pôde de querer-te! Que ja, Nympha gentil, não possa ver-te! Que tão veloz a vida desprezaste!…

Ai amiga cruel! que apartamento He este que fazeis da patria terra? Ai! quem do amado ninho vos desterra, Gloria dos olhos, bem do pensamento?…

Á la margen del Tajo, en claro dia, Con rayado marfil peinando estaba Natercia sus cabellos, y quitaba Con sus ojos la luz al sol que ardia.…

Alegres campos, verdes arvoredos, Claras e frescas águas de crystal, Que em vós os debuxais ao natural, Discorrendo da altura dos rochedos:…

Alegres campos, verdes, deleitosos, Suaves me serão vossas boninas, Em quanto forem vistas das meninas Dos olhos de Ignez bella tão formosos.…

Alma gentil, que á firme eternidade Subiste clara e valerosamente, Cá durará de ti perpetuamente A fama, a gloria, o nome e a saudade.…

Alma minha gentil, que te partiste Tão cedo desta vida descontente, Repousa lá no Ceo eternamente, E viva eu cá na terra sempre triste.…

Amor, com a esperança ja perdida Teu soberano templo visitei: Por signal do naufragio que passei, Em lugar dos vestidos, puz a vida.…

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