Lagrymas e amores

P Pedro de Calasans
0 Altın Yaprak
Quando no espaço bruxoleia a aurora, Mandando á terra divinaes pallores, O doce orvalho, que nos campos chora, São lagrymas e amores. Nas frescas tardes, nas manhãs de maio, Que aqui renascem, que alli brotam flores, Quando chorarem, o seu pranto amai-o, São lagrymas e amores. Amai-o; as flores tambem têm segredos, Sim, vivem, morrem, teem sorriso e dores ; Vêde esse pranto, decifrai enredos, São lagrymas e amores. Quando, transpondo do horisonte a corda, O sol se despe dos gentis fulgores, Brancas estrellas de que o céo se borda, São lagrymas e amores. Quando na campa, que o cypreste esguio Com a sombra cobre de enluctadas côres, Chorarem brisas, que acordou o estio, São lagrymas e amores. Quando o arco-iris lá no cèo se arqueia; Para, chovendo, refecer calores, Esses gottejos porque o sol anceia, São lagrymas e amores. Quando, por noites de luar ameno, O céo se esmalta de cem mil primores, Esses rorejos do subtil sereno São lagrymas e amores.

Metnin kaynağı: Kamu malı arşiv

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