Ave Real, que a esphera demandando, Sôbre o Clima Britanno o vôo erguias, E de perto a tractar co’ os astros ias, Leis infalliveis a seu giro dando;…
Charo Collega meu, Mendes querido, Lenitivo suave a meu cuidado , Quando em austero asylo afferrolhado Nos verdes annos meus era opprimido.…
Cicero Funchalense, eu te saúdo, E grato cá de longe a voz alçando, Te agradeço as licções que bebi, quando Comecei a gostar o doce estudo.…
Do vasto Oceano flor, gentil Madeira, Que de murta viçosa o cimo enlaças, Sóbria a teu seio amamentando as Graças Co'o vitreo succo da immortal Parreira.…
Na fralda de dois ingremes rochedos, Que levantão aos Ceos fronte orgulhosa, Existe de Maxim a Villa idosa, Povoada de escassos arvoredos.…
Prelado Excelso, o Nobrega doente, Cá das margens do Tejo, onde o remistes, Vae , sôbre as azas de seus versos tristes, A beijar-vos humilde a mão clemente.…
Que apoucado é meu prazer! Que penosa a minha lida! Todos se pagão da vida , Só eu quizera morrer.…
Preso à rija cadeia, onde inocente Suporto da calúnia o férreo açoite, Sem achar outro arrimo, a que me acoite, Bradava pela morte em pranto ardente. (…)…
Sádías virações da madrugada, Que as folhas embalais d’este arvoredo, Entrando n'este sitio inda mais cêdo, Que a dubia luz da aurora marchetada.…
Se me recordo, meu Camões divino, De que em pobre Hospital, sordido, agreste, O derradeiro adeus ao Mundo déste, Leio em tua desgraça o meu destino.…
Sem-par Elmano, a quem do Pindo a chave Franqueára o Pastor do loiro Amphriso, Quando mal te apontava ao rosto liso A sombra, que afugenta o brinco ignave;…
Sisudo Ornellas meu, em cujos Lares A tenra flor dos annos meus abrio, Flor que, ao depois, do tempo a mão cobrio De horrido lucto, e de fataes pezares;…