Vês como aquela baunilha Do tronco rugoso e feio Da palmeira — em doce enleio Se prendeu!…
I. Emfim te vejo! — emfim posso, Curvado a teos pés, dizer-te, Que não cessei de querer-te,…
A mim! foi a mim que o ouviste? Eu! — chamá-la minha rosa!... De certo que é bem formosa, Entre criança e mulher!…
Amor! delirio — engano... Sobre a terra Amor tão bem fruí; a vida inteira Concentrei n’um só ponto — ama-la, e sempre. Amei! — dedicação, ternura, extremos…
Noite, melhor que o quem, dia não te ama! Quem não vive mais brando em teo regaço! Filinto.…
As artes são irmãs, e os seus cultores Do fogo criador nas mesmas chamas, Perante o mesmo altar, coroam-se, ardendo. A mesma inspiração, que acende o estro,…
— Donde vens, viajor? — — De longe venho. — Que viste? — Muitas terras.…
Quem ha no mundo que afflicções não passe, Que dores não supporte? Mais ou menos d’angustias cabe a todos, A todos cabe a morte.…
Quanto é grato em terra estranha Sob um céu menos querido, Entre feições estrangeiras, Ver um rosto conhecido;…
Debruçada nas aguas d’um regato A flôr dizia em vão A corrente, onde bella se mirava.... «Ai, não me deixes, não!»…
Vivem d'ar, de perfumes, d'ambrosia, Que vagando por mares d'harmonia São melhores que as próprias borboletas?…
Desque amor mo deo que eu lêsse Nos teos olhos minha sina, Ando, como a peregrina Rola, que o esposo perdeo!…
Se se morre de amor! — Não, não se morre, Quando é fascinação que nos surprende De ruidoso saráu entre os festejos; Quando luzes, calor, orchestra e flores…
Amar! se te amo, não sei. Oiço aí pronunciar Essa palavra de modo Que não sei o que é amar.…
I Não posso dizer que não, Não posso dizer que sim.…
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