A flor que és, não a que dás, desejo
R Ricardo Reis
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Altın Yaprak
A flor que és, não a que dás, desejo.
Porque me negas o que te não peço?
Tão curto tempo é a mais longa vida,
E a juventude nela!
Flor vives, vã; porque te flor não cumpres?
Se te sorver esquivo o infausto abismo,
Perene velarás, absurda sombra,
Buscando o que não deste,
Na oculta margem onde os lírios frios
Da ínfera leiva crescem, e a corrente
Monótona, não sabe onde é o dia,
Sussurro gemebundo.
21-10-1923
Metnin kaynağı: Kamu malı arşiv
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