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Antero de Quental

36 şiir · 1842 — 1891 · Ponta Delgada · Gerçekçilik

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Portekizli şair ve düşünür. Felsefi soneleriyle kuşağının vicdanı sayıldı.

Antero de Quental şiirleri

Arama yardımı
Portekizce

Chovam lírios e rosas no teu colo! Chovam hínos de glória na tua alma! Hinos de glória e adoração e calma, Meu amor, minha pomba e meu consolo!…

Portekizce

Em sonho, às vezes, se o sonhar quebranta Este meu vão sofrer; esta agonia, Como sobe cantando a cotovia, Para o céu a minh'alma sobe e canta.…

Ad amicos Günün şiiri
Portekizce

Em vão lutamos. Como névoa baça, A incerteza das coisas nos envolve. Nossa alma, em quanto cria, em quanto volve, Nas suas próprias redes se embaraça.…

Portekizce

Uma velha de olhar mudo e frio, De olhos sem cor, de lábios glaciais, Tomou-me nos seus braços sepulerais. Tomou-me sobre o seio ermo e vazio.…

Amaritudo Günün şiiri
Portekizce

Só por ti, astro ainda e sempre oculto, Sombra do Amor e sonho da Verdade, Divago eu pelo mundo e em anciedade Meu próprio coração em mim sepulto.…

Portekizce

Amar! mas d'um amor que tenha vida... Não sejam sempre tímidos harpejos, Não sejam só delirios e desejos D'uma douda cabeça escandecida...…

A Santos Valente Günün şiiri
Portekizce

Estreita é do prazer na vida a taça: Largo, como o oceano é largo e fundo, E como ele em venturas infecundo, O cális amargoso da desgraça.…

Meus dias vão correndo vagarosos Sem prazer e sem dor, e até parece Que o foco interior já desfalece E vacila com raios duvidosos.…

Portekizce

Quem anda lá por fora, pela vinha Na sombra do luar meio cacoberto, Sutil nos passos e espreitando incerto, Com brando respirar de criancinha?…

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Portekizce

Tu que dormes, espírito sereno, Posto à sombra dos cedros seculares, Como um levita à sombra dos altares, Longe da luta e do fragor terreno.…

Portekizce

Os que amei, onde estão? Idos, dispersos, arrastados no giro dos tufões, Levados, como em sonho, entre visões, Na fuga, no ruir dos universos...…

Portekizce

Reprimirei meu pranto!... Considera Quantos, minh'alma, antes de nós vagaram, Quantos as mãos incertas levantaram Sob este mesmo céu de luz austera!...…

Sonho de olhos abertos, caminhando Não entre as formas já e as aparências, Mas vendo a face imóvel das essências, Entre idéias e espíritos pairando...…

Vai-te na aza negra da desgraça, Pensamento de amor, sombra d'uma hora, Que abracei com delírio, vai-te, embora, Como nuvem que o vento impele... e passa.…

Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo tronco ou ramo na incógnita floresta... Onda, espumei, quebrando-me na aresta Do granito, antiquíssimo inimigo...…

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